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“Quando se proclamou que a Biblioteca abarcava todos os livros, a primeira impressão foi de extravagante felicidade. Todos os homens sentiram-se senhores de um tesouro intacto e secreto. Não havia problema pessoal ou mundial cuja eloqüente solução não existisse: em algum hexágono.” (p. 96)

“À desmedida esperança sucedeu, como é natural, uma depressão excessiva. A certeza de que alguma prateleira em algum hexágono encerrava livros preciosos e de que esses livros preciosos eram inacessíveis afigurou-se quase intolerável.” (p. 97)

Biblioteca de Babel / Jorge Luis Borges.
In Ficções / Jorge Luis Borges. — 3. ed.– São Paulo : Globo, 2001. — 197 p.

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