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“[…] e pensou com medo e quase desespero que iam contar outras piadas e ele teria de rir e não estava com vontade nenhuma de rir e havia mais de uma hora já que sua boca estava rindo e sorrindo sem parar e ele não agüentava mais e então pediu licença e atravessou a sala e a copa e o corredor sozinho sentado na quina da banheira olhando para a porta trancada e pensando que pelo menos durante alguns minutos não teria que sorrir ou de falar ou de apertar a mão de alguém ele pela primeira vez naquela noite sentiu um pouco de felicidade.” (p. 61)

Felicidade / Luiz Vilela. — p. 59-61.
In O novo conto brasileiro : antologia crítica com anotações e exercícios gramaticais / Malcolm Silverman. — Rio de Janeiro : Nova Fronteira, 1985.

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