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“Cultura demais mata o corpo da gente, cara, filmes demais, livros demais, palavras demais, só consegui te possuir me masturbando, tinha a biblioteca de Alexandria separando nossos corpos […]” (p. 101)

“[…] eu nunca tive porra de ideal nenhum, eu só queria era salvar a minha, veja só que coisa mais individualista elitista capitalista, eu só queria era ser feliz, cara, gorda, burra, alienada e completamente feliz.” (p. 102)

“[…] mas não se preocupe, não vou tomar nenhuma medida drástica, a não ser continuar, tem coisa mais autodestrutiva do que insistir sem fé nenhuma?” (p. 106)

“[…] não tem jeito, companheiro, nos perdemos no meio da estrada e nunca tivemos mapa algum, ninguém dá mais carona e a noite já vem chegando.” (p. 107)

Os sobreviventes / Caio Fernando Abreu. — p. 99-108.
In Fragmentos : 8 histórias e um conto inédito / Caio Fernando Abreu. — Porto Alegre : L&PM, 2002.

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