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“Mostrava uma curiosidade intensa e insaciável a respeito de meu passado. Queria que eu ressuscitasse todos os meus antigos amores apenas para obrigar-me a insultá-los, pisoteá-los, abjurá-los numa apostasia total e definitiva, destruindo assim meu passado. [ . . . ] também tive de inventar, ou enfeitar com mentiras atrozes, uma longa série de romances para satisfazer a curiosidade mórbida de Charlotte.” (p. 81-82)

“Temos todos esses sinais fatídicos — para alguém, uma paisagem que se repete, para outrem, determinado número –, cuidadosamente escolhidos pelos deuses a fim de atrair eventos de especial importância para cada um de nós; aqui fulano sempre tropeçará; ali fulana sempre terá o coração partido.” (p. 214)

Lolita / Vladimir Vladimirovich Nabokov ; tradução de Jorio Dauster — Rio de Janeiro : O Globo ; São Paulo : Folha de S. Paulo, 2003. (Biblioteca Folha de S. Paulo ; 1)

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